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quarta-feira, 3 de julho de 2019

#18




Rui Pires Cabral, Simple Science,
com arranjo gráfico de Pedro Santos,
Lisboa, Alambique, 2019
[300 exemplares]

quinta-feira, 18 de abril de 2019

#7




Manuel de Freitas, Sunny Bar,
com selecção de Rui Pires Cabral, posfácio de Silvina Rodrigues Lopes,
capa de Luís Henriques e arranjo gráfico de Pedro Santos, 
Lisboa: Alambique, 2015

[Esgotado]

terça-feira, 4 de setembro de 2018



Silvina Rodrigues Lopes
no posfácio a Manuel de Freitas, Sunny Bar,
com org. de Rui Pires Cabral, Lisboa, Alambique, 2015

terça-feira, 29 de maio de 2018

Paralelo W





BAR ALTO


Quem acreditará comigo na improvável
canção que a todos espera?
Findara a noite.
E não era uma questão de geometria,
de averiguar em cada gesto
a espessura da cor, a sua perda.
Macio, porém, o vinho
que nos prolongava a voz: Douro,
um Lello sem escadas subido
(só tu, meu amigo, perceberás estes versos).

Deixei cair o guardanapo, o atilho
breve do sapato, um boné
próximo de Morandi. Tutto velo,
dizia o caderno, pão com citrino
ao lado, em tamanho mínimo.
E esse enigma, a negro;
talvez apenas o lápis do acaso,
capaz ainda de traçar a rota
dos bares, as consequências do fim,
o bordel onde nos espera Deus.

Como se bebe aqui?
Lembrei-me então de Silver Jews,
o disco que não mostrei nem ouvi,
e que certamente não despertaria
a estima do filho primogénito de Bach.
Enquanto na mesa ao lado falavam
de futebol e de futebol. Morrerão,
como nós, sob ameaça de "olhar limpo".

As coisas deste mundo? Prefiro falar
do precipício concreto
de um abraço.


Manuel de Freitas, Sunny Bar,
sel. de Rui Pires Cabral, posfácio de Silvina Rodrigues Lopes,
capa de Luís Henriques e arranjo gráfico de Pedro Santos,
Lisboa, Alambique, 22 de Maio de 2015

quinta-feira, 15 de junho de 2017

#13




Ricardo Marques, A Noite [Variações],
com capa a partir de colagem de Rui Pires Cabral 
e arranjo gráfico de Inês Mateus,
Lisboa, Alambique, 2017

segunda-feira, 6 de junho de 2016

ODE À NOITE (INTEIRA)


Gosto do momento, exacto ou nem por isso,
em que se torna possível colar cartazes
nas paredes ao lado dos meus ombros (espero
o autocarro, vejo devagar, sorrio). Mas
gosto, sobretudo, dos cães quase sem dono
que roçam as esquinas, pisando restos de garrafas
- ou das pessoas que desconheço
e das bebidas todas que ignoro
(porque me matam menos e se chamam
- como eu - insónia, pesadelo, golpe baixo).

Existem, claro, raparigas louras um tanto
heteredoxas que não te apetece beijar
(a forca do bâton, perfeita - o cigarro aceso
pedindo outro lume). Essas mesmas que hão-de
um dia procriar com zelo, evitando rugas,
tumores e o mundo como representação misógina.
Mais lírica, sem dúvida, é a lavagem das ruas,
com a cerveja a premiar a farda
demasiado verde e os bigodes de serviço.

Outros, alguns, tornam concreto o torpor
de um charro e pedem-te em crioulo básico
um cigarro português que tu vais dar,
sem esforço nem palavras. Entre shots, piercings,
t-shirts de Guevara e gel, podes não acreditar
por algumas horas no axioma frágil do teu corpo.
Esfumas-te, como eles, no espelho de um bar
qualquer, país de enganos e baratas. E
quase gostas disso, quase: a música de punhais,
servil, um certo e procurado desencontro.
Um táxi te ensinará depois o caminho de casa
- ou o seu contrário, pois só ali (anónimo
e desfocado) eras finalmente tu, ou podias ser.

O resto, a vida, fica para outra vez.


Manuel de Freitas
in Sunny Bar, com org. de Rui Pires Cabral,
posfácio de Silvina Rodrigues Lopes, capa de Luís Henriques
e arranjo gráfico de Pedro Santos, Lisboa, Alambique, 2015

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

domingo, 27 de setembro de 2015

Manuel de Freitas, SUNNY BAR,
com selecção de Rui Pires Cabral, posfácio de Silvina Rodrigues Lopes, 
capa de Luís Henriques e arranjo gráfico de Pedro Santos,
Lisboa: Alambique, 2015

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

#3




Maria da Conceição Caleiro, Too Much,
com capa de Rui Pires Cabral e arranjo gráfico de Inês Mateus,
Lisboa: Alambique, 2014
[200 exemplares]